domingo, 21 de agosto de 2016

Há aqueles que dizem que DEUS é AMOR. Se o fazem é porque acreditam em deus. Eu não. Eu não acredito em DEUS. É para mim um conceito demais abstrato que meu cérebro não é capaz de compreendê-lo.

Mas amor, AMOR eu SINTO! E eu o sinto de diversas formas, em palavras, em ações, numa alegria, na amizade, num abraço, num aperto de despedida, na saudade...

Deus é fé, Amor é SER humano! E no ser humano eu acredito. Na capacidade que cada um tem de amar e sentir o amor, eu acredito. E se podemos senti-lo de tantas formas, não entendo o emprego de tamanho tempo e esforço para tentar convencer alguém da abstração de um deus, se o amor pode ser tão real e presente em cada um de nós.

Eu desejo amor a todos! Em minha não muita experiência de vida, eu aprendi que amar é BOM, mas aprendi também que amar pode ser difícil em muitas ocasiões. PERDOAR pode ser muito difícil... Ser HUMILDE, numa sociedade que prega valores de individualismo, competição e consumismo, pode ser muito difícil...

Eu estou longe de ser perfeita, de amar incondicionalmente, mas vou tentando.
E quando eu sinto esse AMOR, pela vida, pelas pessoas, na minha família, no meu trabalho, nas gentilezas que se expressam ao meu redor... tudo o que mais quero que TODOS possam sentir esse AMOR também, que possam senti-lo ainda mais intenso do que eu o sinto em mim !!


Eu acredito num mundo melhor com mais amor.
E eu acredito que será mais fácil se cada um se voltar para si mesmo e buscar o amor, e buscar transmitir amor aqueles com quem convive, do que esperar a ‘força divina’ ou a ‘volta de um salvador’ para que isso comece a acontecer.

(Maio/2012)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Uma Religião Universal




Quantas religiões já nasceram e morreram? Quantas já nasceram e morreram dentro de você? Quantas você já seguiu? Quantas abandonou?

O que te leva a essa busca? O que há nelas de equivalente? O que há de diferente?





A religião tem o objetivo de conectar o humano com algo que está além da esfera material mundana; seja isso um deus, o espírito, energias, etc. E o faz a partir de valores que são universais, ou seja, relativos a toda experiência humana (o Bom, o Belo, o Justo). O fundamento básico de qualquer religião é um código de conduta moral, a definição de um modo de como a vida deve ser vivida. Esse código de moralidade visa o bem maior: a felicidade de todos, a partir da permanência dos valores universais na sociedade.

Hoje em dia, esse significado se perdeu. Ser adepto dessa ou daquela religião não tem relação com valores universais, mas individuais. Eu me proponho a seguir uma religião na medida em que seus ritos, rituais e comunidade me sejam benéficos e encaixem na minha rotina. Se o código de moralidade não me satisfaz, eu ignoro, ou mudo de religião. Mas isso na verdade é a morte de todas as religiões, que diante desse não comprometimento, não tem mais força para acalentar os corações ou trazer a paz entre os povos.

Quando a busca por prazeres sensoriais e materiais não mais satisfaz, a religião haveria de ser o suporte a fim de oferecer um propósito claro e uma alternativa de valores pelos quais lutar e estruturar a existência. No entanto, na medida em que as religiões se guiam por pressupostos individuais, a insatisfação contínua, pois ela só começará a ser eliminada na escolha de um caminho coletivo.

O estudo comparado de religiões irá justamente eliminar todo o véu de peculiaridades e fazer desabrochar aquilo que é mais íntimo dentro de cada culto e crença; revelando também aquilo que é mais íntimo dentro de cada um de nós, que é necessidade de guiar-nos por valores universais, buscando a felicidade pessoal, sim, mas através da felicidade coletiva.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Que sou eu?

    A globalização e a revolução das tecnologias de comunicações, têm feito conhecerem-se e conviverem as culturas mais distintas, levando a reflexões sobre valores e regras sociais. Não há mais padrões moralistas definidos e fortes em nossa sociedade. "Você pode ser o que quiser". 
    Mas o que é que eu quero ser? Eu não sei nem quem eu sou...
    Há essa falha de que não somos ensinados a reconhecer quais são os nossos desejos e necessidades.
    Então, ficamos procurando essas referências externamente: pessoas, coisas, mídia...





Aceitamos os padrões impostos: 
"você é um fracassado, olhe só todas essas pessoas de sucesso, você é não se esforça"
"você é gorda, olhe só todas essas modelos lindas e maravilhosas com todos esses homens correndo atrás, ninguém nunca vai te amar desse jeito aí"
"você é chato, olhe só todos esses jogos que você não está jogando, todos esses filmes e séries que você não está vendo, todos esses livros que você não está lendo". 

E aceitamos as "soluções" propostas pela sociedade do espetáculo:
"Eu preciso ser igual àquela celebridade"
"Eu preciso usar a roupa x, ter o corpo y, agir como z"
"Eu preciso estar bem informada para falar sobre o assunto tal"

    Acontece que esse externo é extremamente multifacetado e mutável. Não há nada fixo nele que eu possa agregar a mim para afirmar: "ah, isso sou eu!". Sempre haverá um novo produto que você não tem, um novo modelo de comportamento que você não segue, todos moldados exatamente como a solução perfeita que você precisa para ser uma pessoa mais feliz. E isso gera a ansiedade, na medida em que lutamos para manter permanente algo que jamais o será.

    É preciso que aprendamos a nos conectar com o nosso referencial interno, com aquilo que é mais íntimo e pessoal, com a consciência que está além de todos os processos de pensamento julgadores. É aquilo que me permite afirmar que "eu sou" a mesma que aquela criança na minha foto de infância, apesar de todo o desenvolvimento físico e psíquico pelo qual 'eu' passei. Este é o único referencial permanente pelo qual podemos nos guiar! É o local onde tudo acontece, aquilo que permanece equânime diante da impermanência externa. Somente assim é possível se dissociar da mutabilidade do mundo e configurar uma identidade, um 'eu sou'. Se a partir dele estabelecermos nossos desejos e necessidades, nosso propósito, não há mais disputas de opostos, não há mais ansiedade. Encontraremos a paz, encontraremos a verdadeira felicidade.