Quantas religiões já nasceram e morreram? Quantas já nasceram e
morreram dentro de você? Quantas você já seguiu? Quantas abandonou?
O que te leva a essa busca? O que
há nelas de equivalente? O que há de diferente?
A religião tem
o objetivo de conectar o humano com algo que está além da esfera material
mundana; seja isso um deus, o espírito, energias, etc. E o faz a partir de
valores que são universais, ou seja, relativos a toda experiência humana (o
Bom, o Belo, o Justo). O fundamento básico de qualquer religião é um código de
conduta moral, a definição de um modo de como a vida deve ser vivida. Esse
código de moralidade visa o bem maior: a felicidade de todos, a partir da permanência
dos valores universais na sociedade.
Hoje em dia,
esse significado se perdeu. Ser adepto dessa ou daquela religião não tem
relação com valores universais, mas individuais. Eu me proponho a seguir uma
religião na medida em que seus ritos, rituais e comunidade me sejam benéficos e
encaixem na minha rotina. Se o código de moralidade não me satisfaz, eu ignoro,
ou mudo de religião. Mas isso na verdade é a morte de todas as religiões, que diante
desse não comprometimento, não tem mais força para acalentar os corações ou
trazer a paz entre os povos.
Quando a busca
por prazeres sensoriais e materiais não mais satisfaz, a religião haveria de
ser o suporte a fim de oferecer um propósito claro e uma alternativa de valores
pelos quais lutar e estruturar a existência. No entanto, na medida em que as
religiões se guiam por pressupostos individuais, a insatisfação contínua, pois ela só começará a ser eliminada na escolha de um caminho coletivo.
O estudo
comparado de religiões irá justamente eliminar todo o véu de peculiaridades e
fazer desabrochar aquilo que é mais íntimo dentro de cada culto e crença; revelando
também aquilo que é mais íntimo dentro de cada um de nós, que é necessidade de
guiar-nos por valores universais, buscando a felicidade pessoal, sim, mas
através da felicidade coletiva.

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