sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Uma Religião Universal




Quantas religiões já nasceram e morreram? Quantas já nasceram e morreram dentro de você? Quantas você já seguiu? Quantas abandonou?

O que te leva a essa busca? O que há nelas de equivalente? O que há de diferente?





A religião tem o objetivo de conectar o humano com algo que está além da esfera material mundana; seja isso um deus, o espírito, energias, etc. E o faz a partir de valores que são universais, ou seja, relativos a toda experiência humana (o Bom, o Belo, o Justo). O fundamento básico de qualquer religião é um código de conduta moral, a definição de um modo de como a vida deve ser vivida. Esse código de moralidade visa o bem maior: a felicidade de todos, a partir da permanência dos valores universais na sociedade.

Hoje em dia, esse significado se perdeu. Ser adepto dessa ou daquela religião não tem relação com valores universais, mas individuais. Eu me proponho a seguir uma religião na medida em que seus ritos, rituais e comunidade me sejam benéficos e encaixem na minha rotina. Se o código de moralidade não me satisfaz, eu ignoro, ou mudo de religião. Mas isso na verdade é a morte de todas as religiões, que diante desse não comprometimento, não tem mais força para acalentar os corações ou trazer a paz entre os povos.

Quando a busca por prazeres sensoriais e materiais não mais satisfaz, a religião haveria de ser o suporte a fim de oferecer um propósito claro e uma alternativa de valores pelos quais lutar e estruturar a existência. No entanto, na medida em que as religiões se guiam por pressupostos individuais, a insatisfação contínua, pois ela só começará a ser eliminada na escolha de um caminho coletivo.

O estudo comparado de religiões irá justamente eliminar todo o véu de peculiaridades e fazer desabrochar aquilo que é mais íntimo dentro de cada culto e crença; revelando também aquilo que é mais íntimo dentro de cada um de nós, que é necessidade de guiar-nos por valores universais, buscando a felicidade pessoal, sim, mas através da felicidade coletiva.

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