sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Uma Carta de Amor vinda da Alma

Conversas de Cura com a sua Alma

Amor próprio 



"Todos nós perambulamos com ferimentos e buracos de bala interiores", costumava dizer um curador nativo americano que conheço. Quando você trabalha no mundo intuitivo como ele faz, estas coisas ficam visíveis e você reconhece quanto todos nós precisamos de cura. Um ponto é que a maioria de nós não sabe o quanto somos amados. A literatura espiritual é muito clara sobre isso. Se somos unos com Alá, se não somo destinados a sofrer ou se Deus enviou o Seu filho único para nós, isso não importa. Tudo fala do mesmo ponto: somos amados.

Com muito frequência não estamos conscientes deste amor. O melhor exercício que já encontrei para ajudar as pessoas a reconhecerem isso é "Uma carta de amor vinda da alma". Veja sua carta de amor como uma longa conversa atrasada com sua alma. Para prepará-la, crie um resumo baseado em: (1) O que você admira em si mesmo; (2) O que acha que a sua alma ama em você; e (3) quais suas áreas que precisam ser curadas. Sua carta de amor vinda da alma, que sugiro que cubra pela menos os dois lados de um papel carta, deve ser composta tecendo juntas frases de amor de todas as três categorias. É relativamente fácil formular a mensagem da alma para as duas primeiras (ista é, eu admiro sua natureza espontânea e amo sua dedicação), embora a terceira requeira mais compaixão por si. Por exemplo, uma frase da terceira categoria seria "quero curar-se de minha autocrítica excessiva" e se tornaria um frase da ala "estou lhe enviando gentilmente autoconsideração todos os dias". Ou "tenho medo de que as pessoas que amo me abandonem" transforma-se em "eu, sua alma confiável, nunca o abandonarei. Estou sempre aqui."

Algumas pessoas estão tão prontas para esta carta de amor, que conseguem escrever duas ou mais páginas sem nenhum rascunho. Outras acham tão difícil, que sugiro que façam um esboço baseado em vidas de pessoas que amam ou admiram. Se você se descobrir adiando, deixando-se interromper ou perder-se, quando tenta realizar esta atividade, reconheça como ela é importante para você. Dê o melhor de si para reconhecer sua resistência e então realize a tarefa. Você não se arrependerá.

Prática: Uma Carta de Amor vinda da Alma

1. Intitule a página de seu caderno de "Esboço da carta de amor" e crie um rascunho como descrito anteriormente.
2. Escreva uma carta de amor para você, baseada no rascunho e como se ela viesse da sua alma.
3. ESSE PASSO É ESSENCIAL. Após a carta ter sido escrita, leia-a para um gravador, dirigindo-se frequentemente a você pelo seu nome. Poderá colocar a sua música favorita de fundo, se desejar. Ouça sua carta de amor vinda da sua alma pelo menos três vezes por semana.
4. Registre as respostas a este exercício no seu caderno.

Existem várias maneiras de as pessoas registrarem esta cata. Algumas leem e releem no gravador para que tenham uma carta contínua para ouvir, enquanto outras terminam a fita com uma música suave. As pessoas têm ouvido suas fitas em intervalos no trabalho, quando vão dormir à noite, enquanto se vestem, cozinham, se exercitam ou trabalham no computador. A carta funciona se você estiver atento, total ou parcialmente, porque raramente temos a oportunidade de ouvir nossas próprias vozes dizendo que nos amam.

Sua carta de amor o faz ficar alinhado com o amor da sua alma e abre uma janela para a sua única paixão e propósito na vida. Feridas internas podem impedir as pessoas de abrirem esta janela, mesmo para elas mesmas. Elas se distraem fazendo o que lhes é solicitado ou mentando uma ambivalência em relação às oportunidades para a raridade de se expressarem. a alma não quer isso; você foi feito para brilhar, O amor-próprio saudável promove seu brilho e alimenta a intuição. O sucesso intuitivo é muitas vezes uma testemunha crua do intenso e particular caso de amor que as pessoas têm com a vida e seu propósito. Este amor capta a alma das coisas, onde a intuição revela o conhecimento escondido. Lembre-se desta próxima dica: quando você desejar mais intuição sobre alguma coisa, derrame sua paixão, corteje e ame-a. Ao fazer isso, estará agindo como a alma, pois é assim que sua alma o ama. Ela conhece o seu propósito.


(texto de Sharon Franquemont, em "Você já sabe o que fazer - exercícios para desenvolver a intuição". 2002. Rio de Janeiro: Nova Era.)

domingo, 21 de agosto de 2016

Há aqueles que dizem que DEUS é AMOR. Se o fazem é porque acreditam em deus. Eu não. Eu não acredito em DEUS. É para mim um conceito demais abstrato que meu cérebro não é capaz de compreendê-lo.

Mas amor, AMOR eu SINTO! E eu o sinto de diversas formas, em palavras, em ações, numa alegria, na amizade, num abraço, num aperto de despedida, na saudade...

Deus é fé, Amor é SER humano! E no ser humano eu acredito. Na capacidade que cada um tem de amar e sentir o amor, eu acredito. E se podemos senti-lo de tantas formas, não entendo o emprego de tamanho tempo e esforço para tentar convencer alguém da abstração de um deus, se o amor pode ser tão real e presente em cada um de nós.

Eu desejo amor a todos! Em minha não muita experiência de vida, eu aprendi que amar é BOM, mas aprendi também que amar pode ser difícil em muitas ocasiões. PERDOAR pode ser muito difícil... Ser HUMILDE, numa sociedade que prega valores de individualismo, competição e consumismo, pode ser muito difícil...

Eu estou longe de ser perfeita, de amar incondicionalmente, mas vou tentando.
E quando eu sinto esse AMOR, pela vida, pelas pessoas, na minha família, no meu trabalho, nas gentilezas que se expressam ao meu redor... tudo o que mais quero que TODOS possam sentir esse AMOR também, que possam senti-lo ainda mais intenso do que eu o sinto em mim !!


Eu acredito num mundo melhor com mais amor.
E eu acredito que será mais fácil se cada um se voltar para si mesmo e buscar o amor, e buscar transmitir amor aqueles com quem convive, do que esperar a ‘força divina’ ou a ‘volta de um salvador’ para que isso comece a acontecer.

(Maio/2012)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Uma Religião Universal




Quantas religiões já nasceram e morreram? Quantas já nasceram e morreram dentro de você? Quantas você já seguiu? Quantas abandonou?

O que te leva a essa busca? O que há nelas de equivalente? O que há de diferente?





A religião tem o objetivo de conectar o humano com algo que está além da esfera material mundana; seja isso um deus, o espírito, energias, etc. E o faz a partir de valores que são universais, ou seja, relativos a toda experiência humana (o Bom, o Belo, o Justo). O fundamento básico de qualquer religião é um código de conduta moral, a definição de um modo de como a vida deve ser vivida. Esse código de moralidade visa o bem maior: a felicidade de todos, a partir da permanência dos valores universais na sociedade.

Hoje em dia, esse significado se perdeu. Ser adepto dessa ou daquela religião não tem relação com valores universais, mas individuais. Eu me proponho a seguir uma religião na medida em que seus ritos, rituais e comunidade me sejam benéficos e encaixem na minha rotina. Se o código de moralidade não me satisfaz, eu ignoro, ou mudo de religião. Mas isso na verdade é a morte de todas as religiões, que diante desse não comprometimento, não tem mais força para acalentar os corações ou trazer a paz entre os povos.

Quando a busca por prazeres sensoriais e materiais não mais satisfaz, a religião haveria de ser o suporte a fim de oferecer um propósito claro e uma alternativa de valores pelos quais lutar e estruturar a existência. No entanto, na medida em que as religiões se guiam por pressupostos individuais, a insatisfação contínua, pois ela só começará a ser eliminada na escolha de um caminho coletivo.

O estudo comparado de religiões irá justamente eliminar todo o véu de peculiaridades e fazer desabrochar aquilo que é mais íntimo dentro de cada culto e crença; revelando também aquilo que é mais íntimo dentro de cada um de nós, que é necessidade de guiar-nos por valores universais, buscando a felicidade pessoal, sim, mas através da felicidade coletiva.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Que sou eu?

    A globalização e a revolução das tecnologias de comunicações, têm feito conhecerem-se e conviverem as culturas mais distintas, levando a reflexões sobre valores e regras sociais. Não há mais padrões moralistas definidos e fortes em nossa sociedade. "Você pode ser o que quiser". 
    Mas o que é que eu quero ser? Eu não sei nem quem eu sou...
    Há essa falha de que não somos ensinados a reconhecer quais são os nossos desejos e necessidades.
    Então, ficamos procurando essas referências externamente: pessoas, coisas, mídia...





Aceitamos os padrões impostos: 
"você é um fracassado, olhe só todas essas pessoas de sucesso, você é não se esforça"
"você é gorda, olhe só todas essas modelos lindas e maravilhosas com todos esses homens correndo atrás, ninguém nunca vai te amar desse jeito aí"
"você é chato, olhe só todos esses jogos que você não está jogando, todos esses filmes e séries que você não está vendo, todos esses livros que você não está lendo". 

E aceitamos as "soluções" propostas pela sociedade do espetáculo:
"Eu preciso ser igual àquela celebridade"
"Eu preciso usar a roupa x, ter o corpo y, agir como z"
"Eu preciso estar bem informada para falar sobre o assunto tal"

    Acontece que esse externo é extremamente multifacetado e mutável. Não há nada fixo nele que eu possa agregar a mim para afirmar: "ah, isso sou eu!". Sempre haverá um novo produto que você não tem, um novo modelo de comportamento que você não segue, todos moldados exatamente como a solução perfeita que você precisa para ser uma pessoa mais feliz. E isso gera a ansiedade, na medida em que lutamos para manter permanente algo que jamais o será.

    É preciso que aprendamos a nos conectar com o nosso referencial interno, com aquilo que é mais íntimo e pessoal, com a consciência que está além de todos os processos de pensamento julgadores. É aquilo que me permite afirmar que "eu sou" a mesma que aquela criança na minha foto de infância, apesar de todo o desenvolvimento físico e psíquico pelo qual 'eu' passei. Este é o único referencial permanente pelo qual podemos nos guiar! É o local onde tudo acontece, aquilo que permanece equânime diante da impermanência externa. Somente assim é possível se dissociar da mutabilidade do mundo e configurar uma identidade, um 'eu sou'. Se a partir dele estabelecermos nossos desejos e necessidades, nosso propósito, não há mais disputas de opostos, não há mais ansiedade. Encontraremos a paz, encontraremos a verdadeira felicidade.