[ fichamento - parte 1 ]

A sombra ganha quando falhamos em admitir nossas vulnerabilidades e reconhecer maus comportamentos; quando nos recusamos a aceitar nossa verdadeira natureza, a obscuridade de nossos impulsos humanos.
O preço que pagamos por ser uma boa pessoa - algo que todos aspiramos [nosso Ideal de Ego] - é que a pessoa má, que pode arruinar tudo, precisa ficar escondida. [Acreditamos que somos somente essa “boa pessoa”; não vemos / aceitamos o “mau” dentro de nós; essa é a nossa sombra]
A sombra é uma criação humana. [surge a partir do meio social - desenvolvimento do Super Ego]
O que nos impede de entrar em contato com a própria sombra?
A mudança só é possível quando há autorresponsabilização.
Você só tem um Self. É o seu Eu Real. Ele está além do bem e do mal.
Bebês são isentos de um Ego / Eu. [Estão fusionados com o objeto]
Como reconhecer os grupos com os quais meu Ego está identificado?
- Sempre que surge um comportamento em nós com o qual não concordamos (violência, raiva, medo), tendemos a buscar uma causa externa para justificá-lo (um agente biológico patológico, forças do mal, etc) e, assim, buscamos uma solução também externa (remédios, rituais, purificações, etc - “soluções milagrosas”). [Também Demônio vs Deus, como causas e solução externas]
- a Sombra não é vista como parte integrante de nós. Rejeitamos-a, ela é uma doença, uma periculosidade, que precisa de um remédio / contenção / reabilitação.
“Deixe-o chegar ao fundo do poço”. Esse conselho, que soa como maléfico até, é necessário para explicitar que a própria pessoa precisa se sentir motivada por si mesma a aceitar sua sombra e integrá-la. É isso que se chama “fundo do poço”: o encarar a sombra de frente e admitir-se responsável pelos próprios comportamentos tidos como destrutivos.
A mudança só é possível quando há autorresponsabilização.
Você só tem um Self. É o seu Eu Real. Ele está além do bem e do mal.
Bebês são isentos de um Ego / Eu. [Estão fusionados com o objeto]
Ao relacionar-se com o mundo e as pessoas, desenvolve-se um Ego individual, com necessidades, crenças, impulsos, tendências, desejos, sonhos e temores. [Aprendemos a nos identificar - como um Eu - com essas necessidades, crenças, impulsos, tendências, desejos, sonhos e temores]
Qualquer crise que ataque o nosso senso de bem-estar também ataca o nosso Ego. [Isso acontece por estarmos identificados com os objetos externos (necessidades, crenças, impulsos, tendências, desejos, sonhos e temores)]
A qualquer momento em que você sente que seu mundo está ruindo, o que realmente está ruindo é o Ego e sua confiança, que compreende a realidade. [Aquilo que eu mesma, na interação com o mundo e as pessoas, construí como sendo um Eu está ruindo quando eu começo a tentar encarar a minha Sombra, pois aprendi a ver esses comportamentos como externos à o meu Eu perfeito e inabalável. O que se esquece é que esse Ego foi construído, e que portanto pode ser sempre REconstruído]
A noção de que você e eu criamos nossos Egos separados e isolados é uma ilusão. [o Ego/Eu somente pode existir a partir do “Outro” - aprendo a me reconhecer a partir de relações arbitrárias de equivalência (!) (igual, diferente, maior, menor etc); comparações]
Algumas pessoas são sociáveis e outras não, mas é muito difícil viver fora do Ego coletivo, o fazemos sempre que pensamos em termos de “nós” vs “eles”, em termos de pertença a algum grupo. Exemplos:
- Quando recorremos ao apoio da família e amigos próximos.
- Quando ingressamos em um partido político.
- Quando nos oferecemos como voluntários a uma instituição de caridade ou comunidade.
- Quando escolhemos lutar pelo país, ou defendê-lo. [ou por uma religião, instituição, ideal, personalidade / celebridade, time de futebo]
- Quando nos identificamos com uma nacionalidade. [ou religião, instituição, time]
- Quando um desastre ocorrido em algum lugar o afeta pessoalmente.
- Quando somos apanhados pelo medo coletivo.
Como reconhecer os grupos com os quais meu Ego está identificado?
Observe seus papéis sociais, os rótulos que você e os outros colocam sobre a sua atuação no mundo: mãe, pai, filha, filho, solteira, casada, namorando, vizinho, dono, empregado, atleta, sedentário, brasileiro, europeu, saudável, doente, vivo, morto... O quanto eles realmente dizem à respeito ao que você “É”? [Ser vs Estar]
O deslize de comportamento não ocorre porque há maçãs ruins, mas porque elas se encontram em más condições. [Ou seja, não há individualidade propriamente dita, o que há são padrões de comportamento humano que emergem a todos que são submetidos às mesmas condições]
A sombra parece emergir mais enfaticamente quando há total anonimato; e essa perda de individualidade só aumenta enquanto não houver consequências para a má ação. [O que acontece nesse casos? A pessoa se expressa como Id, o SuperEgo não tem força, e o que aparece são tentativas desesperadas de obter reforçadores/evitar punição. Frequentemente aparece como uma "explosão": comportamentos violentos (podendo ser contra os outros, contra si mesmo, contra o ambiente), sintomas de múltiplas repressões anteriores. Fenômeno observável facilmente em análises de comentários na internet (facebook, youtube), onde o distanciamento derivado da tecnologia facilita a expressão de ideias preconceituosas e carregadas de violência; patologia em massa.]
> agravemento do pensamento "nós vs eles"
A sombra é um projeto compartilhado. [...] As experiências da infância geram inúmero lembretes posteriores como "isso é bom e isso é mau; isso é divino e isso é diabólico". Essa doutrinação é a maneira como todas as sociedades estão estruturadas. O que olhamos com negligência é o fato de estarmos criando um Ego compartilhado, ao mesmo tempo. Se as crianças fossem ensinadas a se manter alertas quanto à sua sombra, contando até mesmo os sentimentos mais obscuros, perdoando a si mesmas por não terem sido "boas" o tempo todo, aprendendo a libertar impulsos sombrios por meios de escapes saudáveis, então haveria bem menos danos à sociedade e ao ecossistema.
A sombra é uma criação humana. Ela foi forjada no inconsciente coletivo. A sombra estipula um modelo de "eles", pessoas que são estranhas a "nós". "Nós" temos o direito de lutar contra "eles", até mesmo destruí-los.
O que você chama de "eu" na verdade é "nós" em grau muito mais abrangente do que você imagina.
[Novamente, pense em papéis sociais e rótulos, seu nome, sexo, idade, família, profissão, peso, altura, cor da pele, onde mora, posses.... Pode olhar para cada uma dessas coisas sem pré-julgamentos virem à mente? Sem pensar em grupos e em diferenças entre estes grupos? Sem pensar em separatividade?]
Impulsos da sombra: raiva, medo, inveja e hostilidade.
[aprenda a identificá-los e a identificar os gatilhos para estes sentimentos: no seu ambiente, nas pessoas com quem convive, nos eventos e em si mesmo - comportamentos e pensamentos]
[a mudança é possível quando somos capazes de identificar os gatilhos e interromper o padrão habitual de reação - violência, destruição e separatividade - em se perguntando: nessa situação, como a energia pode ser usada para criar e/ou unir?
No entanto... Em vez de exercitar;os nosso poder para criar qualquer self que quisermos, temos passivamente herdado um self dividido, com toda a infelicidade e os conflitos que ele traz. Uma vez que você decide que "eu e meu" definem quem você é, os perigos da separação são inevitáveis.
[Eu e Meu estão compreendidos dentro da esfera da Impermanência; acreditar que Eu e Meu são imutáveis e eternos só pode ter como consequência sofrimento.]
Para ter a mudança holística, você precisa se envolver com o nível de criação holística. Há um exercício fascinante que dá uma dica de como isso pode funcionar. Feche os olhos e imagine uma experiência visual vivida, como um pôr do sol tropical no alto de uma montanha. A imagem, em si, pode ser qualquer coisa, contanto que você possa visualizá-la profundamente, em cores. Agora, imagine um sabor que você adora, como o de chocolate ou café. Entre profundamente nessa sensação até, de fato, saboreá-la. Passe para um som que você gosta muito,por exemplo, sua música preferida; depois, uma textura deliciosa, como veludo, e, finalmente, um cheiro, como o de rosa damascena ou lírio.
Após imaginar essas experiências vividas com os cinco sentidos, abra os olhos. Você se surpreenderá com o que verá. O mundo comum estará reluzente e vivo. As cores estarão mais brilhantes. Haverá uma vibração no ar. Essa mudança impressionante é relatada por todos, e isso demonstra que até mesmo uma ligeira ênfase em seu mundo interior faz com que o mundo externo automaticamente a acompanhe. O que temos aqui é uma dica para um dos mais profundos segredos espirituais: o poder de alterar a realidade.
Principais ingredientes utilizados para a criação do inconsciente coletivo:
- Segredo. Aprendemos a não revelar nossos impulsos e desejos básicos.
- Culpa e vergonha. Uma vez que impulsos e desejos básicos estavam ocultos, davam uma sensação ruim.
- Julgamento. Qualquer coisa que desse uma sensação ruim tornava-se errada.
- Culpar os outros. Queríamos saber quem era responsável pela dor que sentíamos.Projeção. Um bode expiatório conveniente era elaborado, podendo ser um inimigo odiado ou uma força demoníaca invisível.
- Separação. Fizemos tudo que podíamos para arrancar essa torça demoníaca para fora de nós. Os inimigos eram "os outros", contra quem era preciso se resguardar e com quem tínhamos de lutar.
- Conflito. A projeção não conseguia afastar a dor permanentemente, portanto, resultava num estado constante de guerra do interior versus o exterior.
Em vez de permitir que a sombra nos vitimize, precisamos assumir o controle e recuperar nossas verdadeiras funções como criadores. [no momento em que a sombra é apenas vista como externa a luta é muito mais difícil, pois sempre haverá um outro contra quem lutar/culpar - pessoas, organizações, o "sistema", "forças ocultas". Por isso o primeiro passo precisa ser a autorresponsabilização]
A sombra nos persuadiu a culpar os outros em vez de assumir a responsabilidade. Ela nos diz que somos indignos de amor e respeito. Promove a raiva e o medo como reações naturais à vida.
Tá, mas o que é a minha sombra?
Todos os meus comportamentos que eu não reconheço como Eu - pensamentos, palavras e ações.
Qualquer coisa que o mantenha inconsciente é resultado da sombra, porque ela é o esconderijo da dor e do estresse. Explosões de violência em massa ocorrem quando o estresse social não pode mais ser contido. A violência doméstica ocorre quando o estrese pessoal não pode mais ser contido. O preço de se manter insconsciente é muito alto.
Como reconhecer a sombra?
Ela está presente sempre que for observado um ou mais dos fatores citados acima como ingredientes do inconsciente coletivo [pois o insconciente coletivo é reflexo dos inconscientes individuais!]
- Manter segredos de você mesmo ou dos outros. Uma vida secreta dá à sombra material para evoluir. Formas de segredo são negação, fraude deliberada, medo de expor quem você é e condicionamento em função de uma família desequilibrada.
- Fomentar culpa e vergonha. Todos somos falíveis; não há ninguém perfeito. Mas, se você sesentir envergonhado de seus erros e culpado por suas imperfeições, a sombra ganha poder.
- Ser injusto com você mesmo e com os outros. Sevocê não consegue encontrar um meio de liberar sua culpa e vergonha, é muito fácil concluir que você — e outros — as merece. O julgamento é a culpa usando uma máscara para disfarçar sua dor.
- Precisar de alguém para culpar. Uma vez que você decida que sua dor interior é uma questão moral, não terá problemas em culpar outra pessoa que julgue inferior a você de alguma forma.
- Ignorar as próprias fraquezas ao criticar os que estão à sua volta. Esse é o processo de projeção que muitosnão enxergam, nem compreendem muito bem. Mas, sempre que você tenta explicar a situação como um ato de Deus ou do Diabo, você está projetando. O mesmo vale para identificar "eles", as pessoas más que causam problemas. Se você acredita que o problema está com eles, você projetou seu próprio medo, em vez de assumir a responsabilidade por ele.
- Separar-se dos outros. Se chegar a ponto de sentir que o mundo está dividido entre "eles" e "nós", você vai naturalmente identificar seu lado como o lado bom e escolhê-lo. Esse isolamento aumenta a sensação de medo e desconfiança, ambiente em que a sombra prospera.
- Lutar para manter o mal contido. No fundo do ciclo, as pessoas estão convencidas de que o mal está à espreita, em toda parte. O que realmente aconteceu é que os criadores da ilusão estão sendo iludidos por suas próprias criações. Tudo se juntou para dar à sombra um imenso poder.
> Existe uma espiral declinante. Ela começa com o pensamento de que é preciso manter segredos, depois, esses segredos, em vez de permanecerem silenciosamente escondidos, tornam-se a fonte de vergonha e culpa. Entra o julgamento pessoal. É doloroso demais conviver com isso, então, você procura alguém de fora para culpar. A espiral acaba levando ao isolamento e à negação. Quando você se encontrar lutando contra o pecado e o mal, já terá perdido de vista o fato básico que o salvaria: Fazer as escolhas opostas.
Passo 1: Pare de Projetar
Todos usamos a projeção como uma defesa para evitar olhar para dentro de si mesmos.
> Defesa inconsciente.
Formas típicas que a projeção pode assumir:
- Superioridade. "Eu sei que sou melhor que você. Você deveria ver e reconhecer isso."
- Injustiça. "É uma injustiça que essas coisas ruins aconteçam comigo" ou "Eu não mereço isso."
- Arrogância. "Tenho orgulho demais para me incomodar com você. Até sua presença me irrita."
- Defensiva. "Você está me atacando, então, não estou ouvindo."
- Culpar os outros. "Eu não fiz nada. É tudo culpa sua."
- Idealizar os outros. "Meu pai era como um Deus quando eu era pequeno", "Minha mãe era a melhor mãe do mundo" ou "O homem com quem eu me casar será o meu herói".
- Preconceito. "Ele é um deles, e você sabe como eles são" ou "Cuidado, esse tipo de gente é perigosa."
- Ciúme. "Você está pensando em me trair; posso ver isso."
- Paranoia. "Eles querem me pegar" ou "Eu vejo a conspiração que ninguém mais vê".
- A superioridade camufla o sentimento de fracasso ou o de que os outros o rejeitariam se soubessem quem você realmente é.
- A injustiça camufla o sentimento de pecaminosidade ou a sensação de que você é sempre culpado.
- A arrogância camufla a raiva acumulada e, abaixo dela, há uma dor profundamente arraigada.
- A defensiva camufla a sensação de que você é indigno e fraco. A menos que você se defenda dos outros, eles começarão a atacá-lo.
- Culpar os outros camufla a sensação de que você está agindo errado e deveria se envergonhar.
- Idealizar os outros camufla a sensação de que você é uma criança fraca e indefesa, que precisa de proteção e cuidados.
- O preconceito camufla o sentimento de que você é inferior e merece ser rejeitado.
- O ciúme camufla seu próprio impulso de desvio ou um senso de inadequação sexual.
- A paranoia camufla uma ansiedade entranhada e sufocante.
Para interromper a projeção você precisa:
> Enxergar o que está fazendo; [tomar consciência de que se está projetando, observar a lista exposta acima!]
> Entrar em contato com o sentimento oculto sob a superfície; [tomar consciência de que há um sentimento, um sofrimento, uma dor em mim, e que isso me leva a projetar]
> Fazer as pazes com esse sentimento. [reconheça-os como seus, se permita senti-los,]
Dentro de todo sentimento há uma história: "Sou assim por essa razão". A maioria das histórias está enraizada na infância, porque essa é uma época do aprendizado da culpa, da vergonha, do ressentimento, da inferioridade e de toda a negatividade básica que trazemos conosco. [Esse aprendizado for necessário como uma defesa ao que estava sendo vivido naquela época] Nenhum de nós precisa de proteger de uma infância que já passou há muito tempo.
O processo começa com o reconhecimento de seus sentimentos indesejados, trazendo-os à superfície. [pergunte-se: o que é que incomoda? o que é essa sensação de mal-estar, de negatividade?]
Toda vez que você sente uma emoção negativa, seu corpo emocional está expressando desconforto, fadiga ou dor. Preste atenção a estes sintomas, da mesma maneira como faria com uma dor ou desconforto físico. Se você tivesse uma pedra no sapato, não hesitaria em removê-la. No entanto, quanto tempo você já suportou as pedras espirituais de seu sapato?
Seu futuro depende da eliminação do seu passado.
O que você escolhe para sua vida?
- Amor? Ou sentimento de posse, ciúme, medo de perda?
- Criatividade? Ou constante cópia, reproduções?
- Senso de estar vivo? Ou falta de sentido?
- Beleza? Ou asco?
- Inspiração? Ou tédio?
- Intuição? Ou dúvidas?
- Sonhos? Ou sensação de nulidade?
- Perspectivas? Ou engessamento, limitação?
- Anseio? Ou medo, rejeição, preocupação?
- Realização? Ou mecanicidade, rotina, importência?
- Sensação de integração? Ou isolamento?
- Admiração, espanto? Ou tédio, asco, rejeição?
- Êxtase, alegria? Ou tristeza?
- o Sobrenatural, divino? Ou materialismo, ceticismo, racionalização?
Todas as emoções são válidas, de uma maneira ou de outra. Mas, quando você acrescenta o ingrediente do julgamento próprio, qualquer emoção pode ser danosa.
Pare de rotular, culpar e julgar. Abra mão das fantasias de mostrar ao mundo que você está certo e os outros estão errados.
Dê valor à compaixão. Se você for capaz de olhar para si mesmo e dizer: "Tudo bem, eu entendo", está assumindo suas emoções (ao invés de negar, esconder etc) e também da permissão a si mesmo de ser quem você é; a parte de julgamentos de "bom" vs "ruim".
Vivemos em uma época sem amor, graçar ao ceticismo e ao materialismo. Nenhum dos dois força a renúncia ao amor, mas o reduziram às químicas cerebrais, ao condicionamento psicológico, à atuação boa ou ruim dos pais e à saúde mental.
O amor é sagrado.
Para encontrar amor, você tem que ser capaz de enxergar a si mesmo como alguém para ser amado.
O medo da rejeição incapacita milhões de pessoas. Você não pode ser rejeitado, a menos que rejeite a si mesmo.
O julgamento próprio assume várias formas, tais como medo do fracasso, um senso de ser vitimado, falta de confiança etc. Sensação de "não sou bom o bastante".
Muitas pessoas depara com uma falsa solução. Elas desenvolvem um imagem ideal, depois tentam fazer jus a essa imagem e convencer o mundo de que aquilo é o que são.
Demolir a imagem ideal de si mesmo é um desafio, porque ela é uma defesa bem mais sutil que uma simples negação. A negação é cegueira; a autoimagem idealizada é pura sedução.
Não há necessidade de defender que você realmente é. [Só me sinto atacado porque tento sustentar mentiras]
A liberdade não é o fim do caminho. É o começo.
Percepção sem escolha.
O que você quer é aquilo que você precisa. [diferente daquilo que o Ego precisa para se manter intocado]
O que é que se busca alcançar?
O que significa libertar-se da sombra?
- Você valorizará o equilíbrio.
- Os aspectos isolados de sua vida trabalharão em direção a um propósito comum.
- Cada aspecto da vida assumirá igual valor.
- O descanso entrará em harmonia com a atividade.
- O âmago de seu self, que está calmo e em paz, não se perturbará em meio à atividade.
- A medida que sua situação se modificar, você se adaptará e permanecerá resiliente.
- Aos primeiros sinais de que o estresse está lhe tirando da zona de conforto, você vai perceber e reagir.
- Você vai valorizar o bem-estar acimada experiência individual.
Gente comum se preocupa que Deus possa estar tão longe que Ele tenha se esquecido de nós, enquanto entusiastas religiosos creem fervorosamente que Deus está perto em todos os momentos. As duas visões derivam da dualidade, já que perto é o oposto de longe. Mas imagine a cor azul. Antes de vê-la em sua mente, a cor estava perto ou longe de você? Diga a palavra "elefante" para si mesmo. Antes de surgir à mente, o seu vocabulário estava longe ou perto? Usamos a consciência por motivos individuais, a serviço do "eu e meu", porém, você pode se localizar no tempo e no espaço sem conseguir localizar sua consciência. Não há distância entre você e uma lembrança, você e o pensamento seguinte. Partindo da perspectiva da plenitude, já que tudo está sendo coordenado de uma só vez, a distância é irrelevante.
Os únicos que conquistam a sombra não lutam com ela; eles a transcendem. O nível do problema nunca é o nível da solução.
A meditação é uma excelente ferramenta: leva a pessoa para além da mente pensante, o que significa para além do conflito.
Você está vivendo perto da fonte da consciência se as afirmações a seguir forem verdadeiras:
- Está em paz.
- Não pode ser abalado de seu centro.
- Possui autoconhecimento.
- Sente compaixão sem julgamento.
- Vê a si mesmo como parte do todo.
- Não está no mundo. O mundo está em você.
- Ações espontaneamente o beneficiam.
- Seus desejos se manifestam facilmente, sem desgaste nem esforço.
- Pode executar ações intensas com desprendimento.
- Não está visando nenhum resultado pessoal.
- Sabe como se render.
- A realidade de Deus é visível em toda parte.
- A melhor época é o presente.
- Você fica descontraído.
- Há ausência de culpa e julgamento próprio.
- Você experimenta uma sensação de retidão.
- As condições externas não o bloqueiam.
- Outras pessoas colaboram sem oferecer resistência.
- Os frutos de suas ações são positivos.
- O desejo termina em um sentimento de realização e satisfação.
- A vida fica mais fácil, destituída de esforço.
- Você age de maneira mais espontânea.
- O mundo já não traz reflexos negativos.
- Seus desejos são realizados com mais facilidade.
- Você encontra felicidade na simples existência. Estar aqui é o suficiente.
- Você ganha percepção própria sabendo quem realmente é.
- Sente-se incluído na plenitude da vida.
Seu verdadeiro Self é aceitável, não porque você é tão bom, mas porque você é completo. Todas as coisas humanas lhe pertencem.
RESUMO
1. Reconheça sua sombra quando ela trouxer negatividade para sua vida. [ficar alerta: "o que incomoda?"]
2. Abrace e perdoe sua sombra. Transforme um obstáculo indesejado em seu aliado. [aceitação da realidade; observação com objetividade e não julgamento]
3. Pergunte a si mesmo que condições estão dando origem à sombra: estresse, anonimato, permissão para causar danos, pressão dos colegas, passividade, condições desumanas, uma mentalidade "nós versus eles".
4. Compartilhe seus sentimentos com alguém em quem confie: um terapeuta, um amigo de confiança, um bom ouvinte, um conselheiro ou confidente.
5. Inclua um componente físico: trabalho corporal, liberação de energia, respiração de ioga, cura interativa.
6. Para mudar o coletivo, mude a si mesmo —projetar e julgar "os outros" como malfeitores só aumenta o poder da sombra.
7. Pratique a meditação, de modo a experimentar a consciência pura, que está além da sombra.
